14 de jul de 2010

Filósofa da Solidão



Filósofa da Solidão
(LunA Daimon)

O que seria senão
A filosofia da Solidão
Palavras de sabedoria são ditas
Hora vida é uma benção
Hora uma maldição

Até onde compensa
A cordialidade de uma duqueza
A belíssima dignidade
De uma grande inteligência?
Mas sem boas amizades

Amizade de uma filósofa
São as pálidas e gélidas paredes mudas
E seu psicólogo
Um caderno cheio de gravuras
E escritas sem ternura


Filósofa da Solidão
Percorreu estradas onde a morte
Permaneceu nas veias de seu coração

Faz bater no ritmo da tristeza
Mas as vezes o ritmo é de esperteza
Onde se acalma mas acelera
Em fúria se desapega
Da teia do destino
Antes vingativo
Mas agora reprimido
Buscando o equilíbrio
A paz e o brilho
Da vida perdida.

Em tempos onde carros eram cavalos
Onde as bruxas e os magos
Eram queimados na fogueira
Estive lá perdida
Na masmorra derradeira
Pela maldade hoje arrependida
Carrego este fardo nesta vida
Procurando redenção
Tornando mais puro
Minha alma que se perdeu na escuridão
E assim sozinha caminho
Como filósofa da Solidão.

4 comentários:

  1. Muito belo tu escreve coisas muito interessantes gosto muito das que eu leio e pode crer irei acompanhar cada postagem sua :)

    Bjs minha cara amiga Luna muito sucesso a ti!!

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  2. Gostei muito desse seu poema Lua,
    Adoro rimas feitas com essa naturalidade,
    parece uma conversa sendo cantada.

    Um grande beijo.

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  3. Gostei do novo layout do Blog. E continua a escrever e expressar o seu dom sombrio de expressar o seu ser.

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