17 de dez de 2009

Poema Vincent Malloy

Vincent Malloy






Vincent Malloy tem 7 anos.
É simpatico e faz sempre o que lhe dizem.
Para um rapaz da sua idade, é atencioso e agrádavel.
Mas o sonho dele é ser como Vincent Price.

Não se importa de viver com sua irmã, cão e gatos.
Mas preferia partilhar a casa com aranhas e morcegos.
Ali poderia refletir nos horrores que tinha inventado.
E andaria por becos escuros só e atormentado.

Vincent é agrádavel quando a sua tia vem de visita,
mas imagina mergulha-la em cera, para expor no seu museu.
Gosta de fazer experiências com seu cão Abacrombie.
na esperança de criar um zumbi horrível,
para que ele e o seu horrível cão zumbi,
pudessem procurar vítimas no nevoeiro de Londres.


No entanto, os seus pensamentos não são só de crimes violentos.
Gosta de pintar e lêr para passr o tempo.
Enquanto os outros garotos lêem livros como "Go Jane Go".
o autor preferido de Vincent é, Edgar Allan Poe.

Uma noite enquanto lia um conto espantoso,
leu uma passagem que o fez empalidecer.
uma noticia tão má que não podia aguentar,
a sua bela esposa tinha sido enterrada viva.
Cavou sua tumba para se certificar que estava morta,
incosciente que a tumba, era o jardim da sua mãe.

Sua mãe o mandou para o quarto de castigo,
Ele sabia que tinha sido enviado para a torre do inferno.
onde seria sentenciado a passar o resto da vida.
Sozinho, com o retrato de sua bela esposa.
Só e enlouquecido na sua prisão.

Sua mãe entrou no quarto derrepente,
e disse: "se quiser, pode sair e brincar,
tem sol lá fora, e está um dia lindo."
Vincent tentou falar mas não coneguiu.
Os anos de isolamento deixaram-no muito fraco.
Pegou num papel e escreveu com caneta:

"Estou possuído por esta casa e nunca mais poderei sair."
Sua mãe respondeu:

"Não está possuído, nem está quase morto,
este jogo está só na tua cabeça,
não é Vincent Price, é o Vincent Malloy,
Não está atormentado ou louco, é só um garotinho.
Tem sete anos e é meu filho.
Quero que vá lá para fora brincar."

Sem raiva, deixou o quarto.
Enquanto Vincent se encostou lentamente na parede,
O quarto começou a tremer, tremia e chiava.
A sua horrenda loucura tinha chegado ao máximo.
Viu Abacrombie, o seu escravo zumbi,
e ouviu a sua esposa que o chamava do mundo dos mortos.
Ela falava do caixão e fazia pedidos terríveis,
enquanto pelas paredes rachadas, saíam mãos de esqueletos.

Todos os horrores que atormentavam os seus sonhos,
levaram o seu riso louco a gritos de terror.
Para tentar escapar da loucura tentou chegar a porta,
mas caiu moribundo no chão.
Com voz suave e muito lentamente,
recitou "O Corvo" de Edgar Allan Poe:

"...e a minha alma para fora dessa sombra...
...que flutua sobre o chão...
...não se levantará...
...NUNCA MAIS!"

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